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8.9.09



"a urgência, cada vez mais acentuada, de adaptação da voz às novas tecnologias oferece alguma pista sobre a consolidação do gênero [samba].

Isso aconteceu a partir dos anos 1920. Há quase um século. Hoje as novas tecnologias adaptam a voz, corrigem. Tal  como  o fotoxop,  que joga fora cicatrizes e enxúndias, convertendo-as em nuances de cor. Fica tudo bonito-padrão. Rubens (Pieter Pauls), o flamengo, não dava bola pra fotoxop; sendo justo, o padrão da época permitia enxúndias, vez por outra.
Na voz, não sei se alguém é homem, hoje, pra não apagar certas peculiaridades/imperfeições, deixando-as à flor do som. E se forem singularidades?"
De dentro do blog do TomZé e de dentro do livro do Tatit, sensacional.

Posted by Postado por Shauan Bencks às 3:48 p.m.
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27.8.09


Sempre penso sobre o necessário equilíbrio entre a asa da razão e da emoção para um vôo tranquilo.
Mas não tinha pensando que a razão, em alguns níveis, pode nos privar de conhecer outras possibilidades, ainda que, mesmo sem maldade, esteja querendo nos privilegiar com emoções mais acertadas (convencionadas) e, com isso, nos privando de novidades outras.

Lendo o texto da DIZ minhas idéias se sentiram amparadas, e um dos frutos disto é um mundo musical novo (que não toca no rádio) que estou descobrindo.
Um mundo que existe e independe de conceitos, recursos tecnológicos, formatos, grana, etc, está somente ligado à vontade e à criatividade.
Um mundo ligado a não ter plaquinhas explicando quem é o autor, importando sim a sensação/sensibilidade.

Nada se cria, tudo se transforma, concordo, mas que venham as transformações então.

Blog da DIZ
http://orientacaopsi.blogspot.com/2009/08/contardo-calligaris.html

AMusicoteca (um dos bons exemplos)
http://www.amusicoteca.com.br

Posted by Postado por Shauan Bencks às 12:45 p.m.
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24.7.09


É física, depois de um impacto o movimento busca voltar ao repouso, algo assim

Penso que nossa vida é como caminhar num rio pouco fundo, água até a cintura
Mas o curioso é que, por hora, não nadamos, usamos o chão do rio
E por um motivo ainda mais curioso e desconhecido, precisamos construir o chão do rio

E fazemos isto de uma maneira também intrigante
Jogamos pedras no fundo da água para que se construa nosso piso, nossa trilha
como paralelepípedos

Mas ai é que está

Jogar pedras no fundo do rio gera turbulência na água, ondas, agitação,
dificulta o simples ato de andar

As pedras vão construindo nossa estrada, mas os passos agitam-se com a água
e nós penamos

Bem, em breve volta o repouso, a água se acalma e voltamos a andar bem

Mas a estrada chega ao fim e é preciso mais pedras
e com isto a lei de ação e reação (física e espiritual) é inevitável

a água agita, mais turbulência

Quanto maior a pedra, maior a estrada, mais se anda
e menos será preciso ficar jogando outras pedras por algum tempo
mas claro, a agitação é maior

Pedras pequenas?
Algumas ajudam, outras podem machucar os pés, outras escorregam

Não há dúvida que o melhor seria nadar

Mas isto, só quando soubermos, por A + B, que a agitação é propulsora
e que os braços, o nosso trabalho, substituem as pedras
e nos ajudam a boiar

É física, é lei

Posted by Postado por Shauan Bencks às 1:21 p.m.
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