No silêncio só ouço sua voz
Neste sol só sua sombra
Como as gotas da água nova
Enchendo um rio que vai longe
Vai futuro
Hoje é pouco o que ouço grande
Pequeno o que desejo vasto
Mas louvores para a natureza
Rumam-me para teu braço
Vou certo
Agudo
23.6.09
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Shauan Bencks
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8.6.09
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26.5.09
Sra. Ramsay
Sua simplicidade penetrava no que as pessoas hábeis falsificam. A sinceridade de seu espírito a fazia dirigir-se às pessoas tão diretamente como um fio de prumo, e pousar sobre seu objetivo com a exatidão de um pássaro, dando-lhe normalmente uma versatilidade quanto à verdade que deleitava, tranqüilizava, sustentava.
“A natureza tem muito menos argila do que aquela com que a moldou”, dissera o Sr. Bankes certa vez, ao ouvir sua voz ao telefone...
Rumo ao Farol
Virginia Woolf
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19.5.09
O tambor das ondas bate impiedosamente o sentido da vida.
Fiz o download, coloquei em meu Emepetrês Pleier e segui para o trem, ouvi, ri, adorei.
E o mais interessante, como um filme, a narrativa do CAFÉ BRASIL foi trilha sonora de uma cena, não bonita, mas intrigante, para alguns, bonita, para mim intrigante.
Os velhinhos, abraçadinhos, de conchinha, ele por traz, encostados na banca de jornal fechada, no olho do furacão comercial popular da minha cidade.
Ela de mini-blusa, ele de boné, olhos de quem tinha 19 e ela 18, mas já se iam bem uns 60 e ele 61.
Qual o sentido da vida?
O amor, para mim o amor, sem pausa. (batido, mas é)
Não sei se era o caso deles, talvez algo alcoólico estivesse no comando, me pareceu, por isso o "intrigante", mas ainda assim, para mim, é isto.
Ouçam:
http://podcast.lucianopires.com.br/2009/05/14/amorempausa/
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9:23 a.m.
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8.5.09
Embaixo de chuveiro quente
Uma gota fria
Queima ou é de açúcar
Como ver
Algum colorido
Em foto preto e branco
Ou achar que é sangue
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9:01 a.m.
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16.4.09
Aclarando nódoas guardadas
Horizonte de velhas vidas
Ponta das ilimitadas fases geridas
Água ida na pia, mãos mal lavadas
Acomodo as estantes nos livros
E é difícil
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6.4.09
É fino o trato do tempo
Limpa cada fresta
Entre os azulejos
É doce e calculado
Versa sobre cada passo
do ponteiro
Na lembrança
esticar de lança
buscando o furo certeiro
Bastando ser de trança a trança
Que a paciência dance
Ao som de um concerto inteiro
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3.4.09
Sentei-me e a senhora Impaciência sentou bem à minha frente, Olá como pode ver sou sua impaciência e tenho exatamente a sua fisionomia, mesmos traços, mesma cor, mesmo cacoete e mesma vontade de, no meu caso, não te ver paciente, e no seu caso, de não se ver impaciente. Se bem que, muitas vezes, contrariando o aparente fluxo natural das coisas, mais o contrário é a verdade, o desejo, O que mais se quer é ser impaciente, como se isso moldasse aos olhos dos outros uma imagem de um ser mais rude, mais senhor de si, Mas voltemos ao foco, pois não é para dar lições e explicar motivos que estou aqui.
Em todos estes anos, desde o iluminar da luz hospitalar que vi, depois de aquecido e acolhedor útero materno, eu havia pensado que, demonstrar impaciência poderia estar relacionado com o ato de gerar, nos outros, uma imagem de segurança, mas vamos lá, que se descobre a cada dia um sentido novo de ser, e uma nova luz como a primeira.
Continuou a Impaciência dizendo, Venho até aqui, colocando-me como uma espécie de entrevistadora, para questioná-lo sobre como andam meus serviços, sei que parece estranho, mas nós da impaciência estamos com novas práticas, querendo aperfeiçoar nossos trabalhos, atender melhor nossos clientes/pacientes/enfermos/obsessores, ou seja lá como se queira chamar, E com esta nova iniciativa, almejamos também medir quantas pessoas existem que nos tem em si com certa inconsciência, ou seja, são impacientes por algo não diretamente explicável, e quantos existem dos que se comprazem conosco, aliam-se a nós, são parceiros da empreitada de amofinar, inicialmente suas próprias vidas, mas inevitavelmente a vida também de quem se aproxime, o que para nossa equipe é trabalho mais do que interessante e admirável. Então; vejamos o que o senhor tem a dizer?
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1:32 p.m.
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27.3.09
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ta esquisito !
N.G.
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Salve Raul, "Parem o mundo que eu quero descer".
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4:25 p.m.
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26.3.09
Em meio a uma estranha e turbulenta narrativa sobre a Morte, sobre o quanto ela é necessária e o quanto o ser humano é perdido e limitado, o “Mago” me solta uma destas:
“...ninguém diria, que é o primeiro violoncelista de uma orquestra sinfónica da cidade, que a sua vida discorre por entre as linhas mágicas do pentagrama, quem sabe se à procura também do coração profundo da música, pausa, som, sístole, diástole.”
O que dizer?
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10:06 a.m.
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24.3.09
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10:15 p.m.
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23.3.09
Sobrancelha lança um átimo
Um ótimo
ou um péssimo
pensamento
Aliada à boca
queixo
Vive o agora
O futuro
Catedral do esmaecimento
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Shauan Bencks
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9:19 a.m.
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20.3.09
Espaço Cultural Grande Otelo
Rua Dimitri Sensaud de Lavaud, 100 – Vila Campesina
Telefone: 3699-5618


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10:39 p.m.
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18.3.09
Olá, meu nome é “Espaço”
Tenho alguns bons anos e as vezes nem tantos
Jogo latinha pela janela do ônibus
Cuspo na calçada
Assoo o nariz na rua
Ligo o celular, sem fone de ouvido, bem alto em lugares públicos e cheios
Bitucas sempre nos lugares delas, ou seja, em qualquer lugar
Meu pirão sempre primeiro
Não tenho espelho em casa
Eu é que sempre sento no trem
Velhas fiquem em casa
Que todos os outros se mudem
Se toquem
E não me incomodem
Principalmente no horário comercial
Nos finais de semana e também feriados
Grato
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17.3.09
O mesmo propósito de ontem é o de hoje, trabalhar, estudar, viajar, o feriado, o ensaio, a casa, a padaria, a fotografia, a monografia, o vasilhame, a tigela, o aniversário, as férias, a dieta, o filme, a mesa, as compras, a dança, a cobrança, o gato, o sapato, a conquista, a perseverança, a suavidade, a permanência, a melhora, a inconstância, a calma, a esperança, a leitura, a criança, a nave, a fase.
O suor e a água
O cansaço e a cama
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1:11 p.m.
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16.3.09
Tudo tem criado atmosfera de reforma
Textos e visões de novos caminhos
O tempo todo
A cada conquista, ainda que só imaginada
Grita efusiva platéia
Para frente
Para mais
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10:58 a.m.
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13.3.09
Mato Cortado
[Brincando de Mago]
O mato cortado, cheirando viagem ao interior, fez triunfar um pensamento de escrita, iniciado de um desejo repentino, daqueles que dá vontade de realizar, mas a realidade não deixa, O jardineiro, sem pensar no que estava fazendo, automação natural do dia-a-dia, esta que sempre nos embala, desfolhava em meu caminho um corredor de grama e outras pétalas que, por aparente má sorte, delas, estavam no caminho. Sai pela tangente, para não atrapalhar o serviço e não causar má reação ou careta, ser inoportuno à automação natural do dia-a-dia de alguém geralmente não dá em boa coisa. Mas ainda assim, foi assim que o cheiro intensificou a vontade de ter distância destes prédios, Quero plantar laranja, colher salsinha, sei que não quero na verdade, quero piscina, churrasco e sol, mas é bom se enganar.
A natureza me deu um nariz pouco bom, alergias devem tê-lo danificado, me tratei e sou outra pessoa, mas seqüelas eram esperadas e assim é, mas, venho eu, no corredor das gramas ceifadas, na automação do dia-a-dia do jardineiro, a qual me encaminhava também, para a minha, sentindo o cheiro mais próximo de uma natureza que quase nem existe onde vivo, cheiro forçado, que até meu nariz falhado sentiu, e o sonho da manhã em lugar ermo se esclareceu íntimo, se “inusitou” entre os prédios ásperos gerando uma certa intranqüilidade, sem grandes conseqüências pois é quase chegada a hora do café preto e uma bolacha, mas por hora é o que se passa e o que pode, e vai, voltar a passar amanhã, até o próximo café, ou até eu ser uma das pétalas que, por boa sorte, minha, esteja no caminho de algum jardineiro.
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9:59 a.m.
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12.3.09
Dia a dia nos tornamos
o pouco que ainda somos
o muito se re-auto-nos-compararmos
o vago que se apresenta
a constância que sempre existe
a falha que alimentamos
ou o acerto
na calma
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12:49 p.m.
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11.3.09
Às voltas com um sol alto
vi que se abanavam leques
E o vapor que balouçavam
antes enganava do que resfriava
Às voltas com minhas noites
vi que luzes negras (fáceis) se acendiam
E o escuro que iluminavam
Antes mais escurecia
Às voltas com o que se espera
A ânsia se torna verdade
A hora sempre tarde
A angústia sempre mais
Às voltas com um caminho
Que mostre o periódico engano necessário
Fotografia do hoje no porta-passado em grande armário
Se nos apresenta um antídoto contra a crueza
a pressa que me faz retardatário
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Shauan Bencks
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12:39 p.m.
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10.3.09
Estava voltando de algum lugar
Lugar que o dia sempre me leva
Estava lendo sobre a morte
Algo sobre a função dela
Me cercou um vento
E disse:
O dia sempre te levará para alguma morte
Seja o óbito de um pensamento equivocado
Seja o óbito de um pensamento bom
E qualquer que seja levará, possivelmente,
ao óbito de alguma inércia,
o nascimento de alguma ação.
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12:53 p.m.
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